O futuro da linguagem jornalística é uma lacuna a ser preenchida. Os profissionais de hoje tentam se adaptar aos novos tempos para agradar seus leitores
Em uma fração de segundos, novas tecnologias como a internet, trazem para o mundo uma maior visibilidade do que acontece em outras nações. Esta instantaneidade faz com que os outros meios de comunicação que não possuem essa velocidade se adaptem para oferecer o que o universo virtual não pode dar. O impresso, por exemplo, no momento é o assunto da vez. As tiragens diminuíram significativamente, aparelhos eletrônicos para leitura estão surgindo e os veículos que trabalham com o jornal impresso tentam se mostrar cada vez mais atrativos para não perder a fidelidade dos leitores.
Em uma fração de segundos, novas tecnologias como a internet, trazem para o mundo uma maior visibilidade do que acontece em outras nações. Esta instantaneidade faz com que os outros meios de comunicação que não possuem essa velocidade se adaptem para oferecer o que o universo virtual não pode dar. O impresso, por exemplo, no momento é o assunto da vez. As tiragens diminuíram significativamente, aparelhos eletrônicos para leitura estão surgindo e os veículos que trabalham com o jornal impresso tentam se mostrar cada vez mais atrativos para não perder a fidelidade dos leitores.
Para Evaldo Magalhães, Professor e especialista da área de redes e web jornalismo, o impresso tem data para chegar ao fim. Evaldo, ainda cita que estudiosos como Philip Meyer acreditam que o último jornal circulará em 2033. "O mundo já está caminhando para que isto aconteça. Atualmente os tablets, que são menores que um notebook, possuem funções que poderão substituir facilmente os impressos", ressalta o Professor.
Lúcio Flávio Machado, jornalista e assessor de comunicação, crê que esse processo será longo e permitirá que o jornal impresso ainda sobreviva por algum tempo. "Desde que continuem tendo cuidado com a apuração para manter a credibilidade do meio, o jornal tende há durar um pouco mais", adverte o jornalista. Segundo Machado, as questões econômicas também ditarão lentamente o grau de evolução desses meios eletrônicos, por causa do acesso às máquinas, pois, mesmo com a rapidez e popularização da internet não são todas as pessoas que hoje tem acesso a ela.
Quem nasceu na era digital não sente o impacto. Agora, qualquer pessoa com um equipamento básico pode acessar a internet, e usufruir das benesses que a nova tecnologia permite. Júlia Marcelino é um exemplo desta tendência, a menina aprendeu a acessar a web aos quatro anos. Naquela época tinha interesse apenas por jogos e sites de entretimento infantil. Hoje, aos nove anos, a estudante está na quarta série do ensino fundamental e divide seu tempo livre entre suas quatro redes sociais pessoais, o MSN, o facebook, o Orkut e o e-mail. "O que mais gosto na internet são os aplicativos do Orkut e o bate-papo", conta a menina. A estudante disse que acessa as redes sociais e e-mails todos os dias e que já ficou mais de 6 horas na internet conversando com diversas pessoas ao mesmo tempo. É curioso observar o comportamento dessa criança que conta, naturalmente, não conversar com seus amigos pessoalmente como na internet porque eles estão, como ela, sempre ocupados com os deveres da escola. "No computador posso ficar conversando enquanto faço outras coisas ao mesmo tempo. Eu gosto de ler, mas prefiro ler no computador. O jornal você tem que pegar, tem que abrir, na internet não... é só dar um clique e pronto", descreve.
A informação não é mais monopolizada, graças à nova estrutura dos meios de comunicação do mundo atual. São blogs, Twiters, Face book, Orkut, MSN e diversos outros sites que permitem ao usuário várias ações como fazer consultas, enviar e receber notícias em tempo real. Para Lúcio, a repercussão das notícias depende mais da credibilidade do veículo que as publica e dos meios que passarem mais confiabilidade e seriedade no trabalho. "O que vai prevalecer são as questões éticas", afirmou o jornalista. Porém, Evaldo acredita que a maioria das pessoas prefere aguardar que o assunto seja noticiado nos jornais tradicionais para só depois comentar sobre o assunto. "As redes sociais podem ser consideradas uma fonte "não confiável de notícias" já que muitas das afirmações feitas por usuários não poderão ser comprovadas", completa o professor.
É válido pensar nas tantas possibilidades que as novas descobertas trazem para sociedade. Para Lúcio a grande diferença trazida pelo impacto das novas tecnologias é a rapidez com que elas alcançam e disseminam as informações. Como exemplo ele citou o tempo levado pela notícia sobre a crise de 1929 para alcançar o mundo. "Foram cerca de trinta dias. Se fosse hoje a crise estaria nos noticiários do mundo inteiro em não mais que 30 segundos", mediu. É o progresso que não para de bater nas portas de todo cidadão. Agora é tentar usufruir dos benefícios desse mundo de constante evolução e aguardar para ver o que acontece.
Efigênia Souza
NandaDiCássia
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